Death note,

Death Note - NETFLIX

16:53 Jéssica Figueiredo 0 Comments



Olá, pessoal!

Acredito que muitas pessoas já tenham escutado falar de um caderno que quando escrito o nome da pessoa - tendo o seu rosto em mente - ocasiona a morte dela. Esse é a famosa série de mangá escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata, Death Note. O mangá também foi adaptado para a sua versão em anime - que foi a que eu vi - e live actions e doramas japoneses. Este ano a Netflix resolveu apostar neste grande sucesso e fazer uma adaptação norte americana. 

Muitas pessoas ficaram animadas, mas ao mesmo tempo receosas quando viram que Death Note iria ser adaptado. Não sei vocês, mas Death Note para mim é um dos melhores animes que eu já vi na vida, o TOP 10. Foi também um dos primeiros animes que vi na vida, então, para muitas pessoas a história de Yagami Raito é uma obra prima. Não somente pela originalidade de toda a história, mas também pela mente brilhante não só de Raito, mas também de L. O conflito psicológico é o que faz a tensão no decorrer do tempo.

É algo que você realmente não esperaria. Um menino incrivelmente educado, com uma família bem estruturada, inteligente, brilhante se coloca no mesmo patamar de um Deus. Decidindo quem vive e quem morre, onde ele seria responsável pela criação de um mundo novo. E claro, lógico e evidentemente não podemos nos esquecer de Ryuk, o Shinigami - Deus da morte - que estava completamente entediado e resolve jogar o Death Note na terra para ver o que acontecia. E Raito, foi o humano que mais o entreteve. Foi por conta disto que tudo começou. Outro ponto importante é a nada saudável relação entre Raito e Misa. Onde ela o via como um Deus e ele nada ligava para ela. Usando toda a adoração que ela tinha por ele para fazer coisas nada legais e ignorando-a sempre que dava. Sabendo disto, vamos para o que acontece na adaptação da Netflix.



1 - Ryuk não se apresenta como sendo um Shinigami entediado e sim, um Shinigami que tem a função de entregar o Death Note para os humanos utilizarem. Ele também nunca aparece realmente, é sempre no escuro, ou então partes dele. Eu até que gostei de terem feito isso, acho que para dar um ar de tensão, terror, não sei. Mas, algumas outras vezes eu achei que era pelo fato de não terem conseguido deixar tão parecido assim, e para não escutarem reclamação eles fizeram isso... Mas, caramba, tem gente que faz cosplay massa dele. Outra coisa que achei interessante é que colocaram muitas vezes Ryuk rindo e se divertindo com toda a situação - ponto positivo. Foi legal terem colocado este ponto macabro dele. Acho que foi a melhor atuação do filme.

2 - A genialidade de Raito é somente mostrada como sendo aquele cara que faz o dever de casa de outras pessoas e é pago por isso... Sério? Gente do céu. Raito é incrivelmente brilhante, tem uma mente muito a frente, é o número 1 do colégio. O ser humano "perfeito". Fiquei esperando várias e várias vezes que o roteiro fizesse com que ele desse várias e várias teorias muito loucas que no final fazia todo sentido. Não, isso não acontece.


3 - O encontro de Raito e Ryuk foi completamente exagerado. Death Note não é uma história cheia de coisas estrondosas, descontrole emocional... Raito quando encontra Ryuk pela primeira vez lógico que tem aquele choque inicial, mas depois ele toma a forma controlada de sempre. Compreendendo e até mesmo já prevendo algumas coisas sobre Ryuk. No filme, Light grita, se apavora, grita mais, corre, e grita e se apavora e grita e depois espera que Ryuk diga tudo o que ele tem que saber. Sem deduzir nada, sem colocar aquela cabeça - que deveria ser brilhante - para funcionar.

4 - A família de Raito não era totalmente estabilizada no filme. Acho incrível que sempre querem passar a ideia de que somente pessoas com famílias desestabilizadas podem gerar indivíduos com pensamentos instáveis. O legal era realmente ter uma pessoa completamente ajustada na vida, com nada para reclamar, perfeito em tudo, fazendo algo completamente inimaginável. Quebrar este paradigma, mas que no filme não é quebrado.

5 - Raito nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, infinitamente nunca iria mostrar o Death Note para uma completa estranha. Na emoção do momento, para poder compartilhar a sua "novidade". Nunca, nunca mesmo. E no filme ele vai todo pomposo mostrar para Mia (Misa) que ele podia matar pessoas escrevendo o nome da galera. E, ele tinha acabado de trocar as primeiras palavras com ela... Sério mesmo?



6 - A relação entre Mia e Light não é nada saudável, no filme continua sem ser saudável, porém não parece que ele usa Mia para os seus planos, e sim que os dois agem em conjunto. Que os dois dividem tudo, todos os planos e que eles realmente se gostam. Por incrível que pareça, a relação só não era tão saudável assim, no filme, por conta de Mia que era muito mais focada em criar um mundo novo do que Light. No filme, ela era realmente desestabilizada, porém, não via Light como um Deus. Já que no filme eles começaram todo esse processo de Kira juntos.... Muitas vezes os dois pareciam dois adolescentes histéricos...



7 - Light não começa sozinho a sua função de Kira. Ele faz tudo desde o início com a ajuda de Mia. Eu realmente queria ter visto aquela excitação toda que ele tem quando diz que irá criar um mundo novo, que vai deixar somente as pessoas boas e elas irão temê-lo, pois sabem que ele é a justiça. Gente, esse cena é épica e eles realmente deixaram de lado.


8 - L, nosso caro L. Eu realmente gostei do ator. Ele soube interpretar bem, mas eu não gostei do que fizeram com o personagem. L, não deixa transparecer emoções, ele não se deixa abalar por isso. L não tem crises nervosas, L realmente sabe o que fazer. Colocaram algumas cenas em que ele mostra como ele pensa e em como ele consegue decifrar os casos usando suas deduções, porém, porém, foi pouco, muito pouco. Focaram mais em ação (L correndo atrás de Light...) e em seu sentimentalismo do que outra coisa.

9 - Por isso que eu digo que não teve aquela tensão magnífica entre Light e L. Não temos. Infelizmente, temos duas cenas em que L enfrenta Light, quando ele ainda quer saber quem é Kira. Mas, fora isso, não temos mais nada. E o que eu achei muito legal quando vi o anime era justamente isso. Aquela luta de mentes, de quem vai pegar quem. Toda aquela tensão em que os dois estão pensando intensamente para conseguir os seus objetivos. L, de provar que Raito é Kira e Kira tentando descobrir o nome de L e tentando se livrar de suas investidas. Não teve isso no filme.



10 - Algumas regras do uso do Death Note mudaram. Bom, mudaram e pronto.


11 - Eu gostei muito do modo em que as mortes foram produzidas. Elas foram cenas bem boladas e mortes bem tensas, que me deixou assim :o , ponto positivo.

12 - O final do anime é muito melhor.



Não foi uma adaptação fiel. Não foi fiel mesmo, mesmo, mesmo. Quem estava interessado em ver tudo aquilo que fez com que Death Note fosse o que é e não um menino histérico que mata as pessoas com o caderno, não vai curtir esta adaptação da Netflix. Agoooraaa, quem nunca leu o mangá ou viu o anime acredito que vai gostar, pois está bem parecido com um filme norte americano para adolescentes com um toque de sobrenatural.

Olha só que legal!

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