Resenhas

Resenhando: O Silêncio das Montanhas

12:05 Jéssica Figueiredo 0 Comments




Bom, O Silêncio das Montanhas foi escrito pelo meu autor favorito. Ele escreveu tanto O Caçador de Pipas, quanto A Cidade do Sol. E o que tem de parecido deste livro com os outros é pelo local onde, primeiramente ele é retratado. Sempre Cabul irá aparecer nos livros dele, haha. Mas vamos à história.
Quando olhei este livro tentei ler a Sinopse, mas ela não era clara. Pelo menos na parte de trás do livro, mas do mesmo jeito eu queria lê-lo, afinal, era um livro de Khaled Hosseini. Logo quando eu comprei fui ler a orelha do livro, e tinha algo mais detalhado. Enfim, o livro começa um homem contando uma história para seus filhos antes de dormir. Ela falava a respeito de um homem e sua família, eles viviam em uma aldeia. Este homem Baba Ayud tinha um filho mais amado entre todos. Um dia um dev aparece. Todos temiam ele pois ele levava algumas crianças consigo quando passava. No dia em que ele aparece ele leva o filho mais amado de Baba Ayud.  O tempo vai passando e Baba decide encontrar o filho, o que acaba fazendo. Quando ele o encontra percebe que o filho está em perfeitas condições, sendo tratado de uma maneira excelente e que ele iria ter um futuro, um futuro que ele não tinha condições de dar. Nisto, muito triste, ele decide deixar o filho com o dev.
O homem que contava essa história era o pai de Abdullah e Pari. Uma das coisas que eu realmente adoro na escrita de Khaled Hosseini é que ele nos mostra o resultado de algumas ações na vida das pessoas. O que ocorreu foi que o pai de Pari e Abdullah, terminou por “vender” a filha para alguém que poderia dar uma condição melhor para ela. Mudando a vida de muitas pessoas. O que tornou muito doloroso foi pela relação que Abdullah, o irmão mais velho, tinha com Pari, sua irmãzinha. Eles eram muito unidos e estavam ligados de uma forma muito bonita.
“Nunca vou me esquecer do súbito turbilhão emocional. Pari deitada no meu ombro, em pânico, agitando as perninhas, gritando Abollah, Abollah,  enquanto eu a retirava da sala. Abdullah gritando o nome da irmã, tentando lutar com o pai. Isso pesa em mim. Depois de todos esses anos, Sr. Markos, ainda pesa em mim.”
 “Encontrei uma fadinha triste
Na sombra de uma árvore de papel
Conheço uma fadinha triste
Que foi soprada pelo vento da noite” .

Pari quer dizer fada em Persa.

Uma coisa que achei interessante neste livro é que ele não gira sempre em torno da separação de Abdullah e Pari. Como assim? Cada capítulo é a respeito de uma outra pessoa. Mas que de uma forma ou de outra eles estão conectados com “os irmãos separados”. Então, ao longo da história você sempre fica sabendo o que aconteceu com eles. Durante todas essas passagens pela vida dos irmãos você sente a dor causada pela separação. O livro se passa em seis décadas! E você não percebe. Você consegue ficar muito envolvido com a história. Seis décadas a respeito de uma escolha.
“O tempo é como um encantamento. A gente nunca tem o quanto imagina”.
Neste livro fala também sobre a guerra no Afeganistão, Talibã, e sobre os refugiados. Fala sobre a imensa dor que tudo isso causou na vida das pessoas. Mas ele não mostra somente a dor. O que ele tenta nos transmitir é que este povo é guerreiro. Eles sempre conseguem alguma forma para se reerguer. Fala a respeito da ajuda que ocorre nos locais mais devastados e que eles não perdem a esperança de que as coisas podem e vão melhorar.
“Peço que não vejam esta escola como um presente que dou à vocês. É apenas um prédio que abriga o verdadeiro presente, e esse são vocês”.
Não irei contar o final por que odeio spoiler u.u, mas vou dizer que fiquei com o coração pesado depois que terminei de ler. Algo que só lendo vocês poderão entender. Espero que gostem desta leitura assim como eu gostei.

Se gostaram da resenha cliquem no +1 :3 obrigada :D E aceito comentários hahah.

Até mais :3

Olha só que legal!

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