Cartas de Amor aos Mortos,

Resenhando: Cartas de Amor aos Mortos

17:29 Jéssica Figueiredo 12 Comments


Olá pessoal, tudo bom? Este livro foi a minha última aquisição e passei ele na frente de tantos outros livros que eu tenho que ler >.< 
Posso dizer que eu namorava esse livro pela capa. Eu via no Instagram várias e várias fotos lindas dele. O que me chama atenção na capa é esse degradê de cores no céu. Saindo do crepúsculo até o aparecimento das estrelas e finalmente, a noite. A Escuridão. 
Quando eu estava na livraria foi que resolvi ler sobre o que ele se tratava. Logo quando peguei na capa notei que o material é diferente dos que eu estou acostumada. Me fez sentir vontade de alisá-la.
Vamos descobrir como se escreve Cartas de Amor aos Mortos?



Sinopse:

Prestes a começar o ensino médio, Laurel decide mudar de escola para não ter que encarar as pessoas comentando sobre a morte de sua irmã mais velha, May. A rotina no novo colégio não está fácil, e, para completar, a professora de inglês passa uma tarefa nada usual: escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel começa a escrever em seu caderno várias mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop… sem nunca entregá-las à professora.
Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.
Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era - encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um - é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

{Resenha}

Laurel começou o ensino médio em uma escola diferente. Uma escola onde ninguém iria perguntar sobre os seus sentimentos, e nem teriam pena dela. A descolada, extrovertida, fascinante e perfeita May - sua irmã - havia morrido. E ninguém iria conseguir preencher o lugar que sua irmã havia ocupado. A primeira tarefa de casa de inglês que ela recebe é escrever uma carta para alguém que já tivesse falecido. E a primeira pessoa a quem Laurel escreve é para Kurt Cobain. Ela não conseguiu entregar a carta para a sua professora, e como uma maneira de poder conversar sobre a sua irmã e sobre tudo o que acontecia ao seu redor, Laurel passa a escrever cartas contando os seus dias para diferentes ídolos de sua vida que já haviam morrido. (Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop).


É estranho estar passando pela transição do ensino fundamental para o ensino médio sem a sua irmã. Enquanto os dias iam passando, as lembranças de May sempre vinham. O modo como ela parecia fazer com que essa transição fosse fácil. Como ela tinha uma espécie de magia que fazia tudo de ruim desaparecer, principalmente se os seus pais estivessem brigando. Logo no início, Laurel se sente deslocada. E, para conseguir se enturmar, ela começa a usar as roupas da irmã e a pensar de que modo a irmã agiria. Até que em um ato de coragem ela faz amizade com Hannah e com Natalie. Uma amizade que no início Laurel se forçava a tentar se encaixar, mas com o passar do tempo, ela começa a agir com naturalidade, e passa a ser aceita pelas amigas. E principalmente começa a se aceitar. Ela não é perfeita, nem as suas novas amigas, e isso faz com que elas formem um grupo perfeito.


As cartas sempre transitam pela vida no ensino médio de Laurel, mas todas elas têm uma forte ligação com a sua irmã, sua família. Seu pai, sempre antes brincalhão, depois da morte da irmã fica sem vontade de fazer as coisas. Parece que a alegria se evai, e ele não sabe como conversar mais com a sua própria filha. A sua mãe, resolveu fugir de tudo e foi embora para a Califórnia. Laurel começa a se sentir abandonada pela própria mãe, e a acreditar que sua mãe a culpava pela morte de May, afinal, ela estava presente na hora em que sua irmã morreu. Algo extremamente traumático para Laurel. Com o passar das cartas podemos perceber que ela realmente acha que tem culpa na morte da irmã. E vamos descobrindo o porquê desta culpa com o passar de suas cartas.


Ao decorrer de suas cartas Laurel vai se descobrindo. Antes a sua personalidade girava em torno de sua irmã. Mas depois ela vai se encontrando. Se desenvolvendo na verdadeira Laurel. E nessa descoberta ela se permite amar pela primeira verz, Sky. O garoto misterioso que ficava olhando para ela durante o horário de almoço. O único com que ela conversava sobre determinados assuntos, mas que ela não sabia nada sobre o passado.

Algo que realmente gostei do livro foi que a autora ela dá uma grande abertura para os outros personagens. Natalie, Hannah, Sky, seu pai e sua mãe e ainda sua tia. Ela consegue conectar as histórias e mostrar o desenvolver de todos eles. Eles começam de uma forma e terminam de outra. Eles se descobrem assim como Laurel. Todos mudam. Suas emoções estão na medida certa. Sem nenhum exagero. Ava Dellaira conseguiu escrever sobre os dramas e dúvidas de uma forma palpável. A perfeição de May, vista por Laurel, se deve ao fato de sua irmã sempre estar lá para protegê-la. A pessoa, o modelo de Laurel era May. E o amor que as duas irmãs sentiam uma pela outra é realmente muito tocante, verdadeiro. Todo o livro é escrito em forma de cartas, sem capítulos, nem nada do tipo. E não vemos somente uma Laurel perdida falando sobre a sua vida, pensamentos e sentimentos. Ela realmente conversa com os seus ídolos. Ela tenta entender pelo que eles passaram. Os sentimentos que eles sentiam enquanto estavam vivos, e antes de morrer. Sentimos as dores destes tão amados ídolos pela visão sensível de Laurel.

O que posso dizer mais sobre esse livro?

Brilhante.
"Descobri que, às vezes, momentos marcam nosso corpo. Eles estão ali, alojados sob a pele como sementes pintadas de surpresa, tristeza ou medo. E se você virar para um lado ou cair, uma delas pode se soltar. Pode se dissolver no sangue ou fazer surgir uma árvore inteira. Às vezes, quando uma se solta, todas começam a se soltar".

Olha só que legal!

12 comentários:

  1. Oi Jess, tudo bem?

    Eu li Carta de amor aos mortos já faz algum tempo e amei a leitura, adorei as cartas dela aos famosos e é nítido que ao decorrer do livro ela vai amadurecendo. Foi uma leitura maravilhosa e que gostei muito. Parabéns pela resenha.

    Beijos
    Leitora sempre

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  2. Olá, tudo bem?

    Estou doido para ler esse livro desde o lançamento, mas acabo sempre comprando outro livro no lugar dele. A capa é realmente muito linda e a premissa bem envolvente, mas confesso que se tivesse alguém misterioso me olhando no horário do almoço, muito provavelmente seria assalto e não a mulher da minha vida HAHAHAHAHA. Achei interessante a forma como a autora trabalha o amor fraternal na obra, só me deixou com mais vontade de ler.

    Abraços,
    Matheus Braga
    Vida de Leitor - http://vidadeleitor.blogspot.com.br/

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  3. Olá!!

    Eu queria muito esse livro por causa da capa, depois das resenhas eu não meio que brochei para o livro :(
    Eu gostei de saber desses pontos positivos e da forma como a autora trabalhou isso, mas não quero mais ler não :(
    Espero que um dia eu mude de ideia para conhecer a história


    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

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  4. Já li Carta de Amor aos Mortos e apesar de ter gostado achei ele muito infantilizado, acho que nã[o estava em um bom momento para leitura, você parece ter gostado né?

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  5. Oi Jéssica, sua linda, tudo bem?
    Quem me conhece sabe que sou uma apaixonada por cartas, então, todo livro que envolve cartas de alguma forma, sempre acaba me conquistando. E esse livro, tem um quê de especial, pois não são apenas cartas, é a forma como ela enfrenta o luto por sua irmã, como irá se livrar de toda a culpa que sente, e de como irá se encontrar sem a irmã. Achei linda essa história e pela sua empolgação tenho certeza de que irei me emocionar. Adorei!!!!!! Sua resenha ficou ótima.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  6. Ola Jess estou com esse livro mas ainda não consegui ler acredita. essa premissa de cartas me chama muito atenção, nesse livro o que talvez eu não aprecie muito é essa devoção exagerada a irmã assim como ficar igual a ela. Mas irei ler com certeza . beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  7. Oi J, tudo bom?
    Parece um livro emocionante apesar de nunca ter me despertado a vontade de ler.
    Gosto de personagens que vão crescendo e descobrindo coisas sobre si mesmos durante a leitura.
    ^^ gostei muito da resenha.
    Seguindo o Coelho Branco

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  8. Também achei esse livro brilhante! A forma como ela amadurece em cada carta e consegue descobrir quem é no decorrer da narrativa é muito legal. E é mesmo muito lindo esse efeito do céu na capa!

    Beijo.

    Ju - Entre Palcos e Livros

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  9. Sempre me indicam esse livro, mas ainda não tive a oportunidade de lê-lo.
    Espero gostar tanto quanto você.
    Amei a resenha!

    Beijos!
    Bárbara
    www,btocadoslivros.com

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  10. Oi, Jessica! Assim como vc, também me apaixonei pela capa quando vi, e confesso que amo soft touch, vontade Master de ficar passando a mão.
    Mas conforme fui lendo as resenhas, e nem todas eram positivas como a sua, fui me desanimando principalmente porque não sou fã de nenhum dos ídolos citados no texto. Sendo assim, preferi passar pra minha colunista a investir meu tempo em algo com grandes chances de não gostar. Que bom que vc aproveitou a leitura.
    Beijinhos!
    Giulia - www.prazermechamolivro.com

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  11. Essa história é realmente incrível. Acho que tem seus exageros, mas a autora soube desenvolver muito bem. Como você, também gostei da abertura que os demais personagens tiveram. Conseguimos ver certo amadurecimento em todos eles, e não só na protagonista, como era esperado.

    Beeeijinhos ;*
    Andressa - Mais que Livros

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  12. Aaaah dona Jéssica! Vc e suas resenhas incríveis que me dão vontade de comprar o livro na hora!!

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