É Melhor Não Saber,

Resenhando: É Melhor Não Saber

10:59 Jéssica Figueiredo 4 Comments


Sara Gallagher era adotada e sempre sentiu que deveria encontrar seus pais verdadeiros. Simplesmente não saber do seu passado a deixava com um vazio. Sua mãe adotiva era um doce de pessoa, mas o seu pai adotivo não demonstrava o carinho que ele demonstrava pelas suas outras irmãs, nesse caso elas eram realmente filhas dos pais adotivos de Sara. Prestes a se casar com Evan, um homem atencioso e carinhoso e que iria ser um bom pai para sua filha, Ally, Sara decide então encontrar seus pais biológicos.
"Minha vida é como aquele tapete: levou anos para ser costurada. Agora tenho medo de que, se eu continuar a puxar essa única ponta, tudo se desfaça.
Mas não sei ao certo se consigo parar".
Mas assim que vai conversar com sua mãe biológica ela percebe que algo estava errado. Julia, não sente nenhuma vontade de manter algum laço com Sara. Parecia ter medo, nojo.
Sara deveria ter escutado Evan que sempre dizia para que ela deixasse tudo aquilo para trás, mas ela com o temperamento forte, obsessivo contrata um detetive particular e a verdade vem a tona. Sua mãe biológica Julia Laroche, era na verdade Karen Christianson, a única sobrevivente do Serial Killer: O Assassino do Acampamento.
 Se essa notícia já não fosse pesada demais para digerir fica ainda pior quando tudo termina por vazar na internet. Os telefones não param de tocar. Assim como os trotes e pior ainda... Quando o pai biológico de Sara descobre a notícia e entra em contato querendo conhecê-la. Ele passou a telefonar a fim de saber dos gostos de Sara. Saber de sua vida.
" - Você vai à casa de estranhos?
Parei no meio do corredor.
- Vai sozinha? - insistiu ele.
- Sinto muito, não ouvi seu nome.
Ele ficou em silêncio por um momento e em seguida disse:
- Sou seu pai."
Posso dizer que gostei do livro e que a história foi muito bem escrita.
Durante todo o livro John - o pai biológico de Sara - parece estar em busca de redenção. Ele diz que quer parar, mas só irá conseguir se Sara o ajudar. Ele conta a respeito de sua infância e também podemos deduzir o que fez com que ficasse com esse comportamento agressivo. Sara, por sua vez, começa a encontrar semelhanças entre ela e John, o que a assombra. Alguns anos antes empurrara um namorado escada abaixo por ter sido traída, o que agora a deixa apreensiva por achar que isso teria algo a ver por ser filha de um Serial Killer. John, por outro lado, estava feliz por ter tido uma filha.
"Então cortei o dedo. Enquanto o sangue jorrava, pensei: Corre em mim o sangue de um assassino".
Sara sempre está falando com a psiquiatra dela e eu fiquei abismada com a quantidade de vezes em que ela se consulta e também com a disponibilidade da psiquiatra. Qualquer hora do dia, da tarde, da noite Sara conseguia se consultar. Acho que isso realmente a ajudou a não entrar em colapso de vez.
Mas, o medo a estava cercando sempre. Principalmente depois que percebeu que John  não iria se manter no controle por muito tempo e iria voltar a matar muito em breve.
Assim que peguei o livro imaginei que eles iriam ficar cara a cara logo no início, que ele poderia sequestrar ela, fazer algo desse tipo, porém a maior parte do livro Sara e John se falam apenas por telefone, o que me deixou um pouco decepcionada.
O que mais gostei foras das últimas páginas. Teve adrenalina e eu adorei imaginar as cenas. Imaginei como sendo um tipo de filme em minha cabeça. O que realmente ficou ótimo. O livro todo é muito bem narrado e você pode tentar se colocar no lugar de Sara. O que faria se fosse com você? O que faria se tivesse encontrado algo que realmente queria, mas que no momento em que encontrou se arrependesse amargamente?
É Melhor Não Saber é um excelente livro que nos faz refletir sobre nossas escolhas.


Olha só que legal!

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