Biografia,

Resenhando: Eu Sobrevivi ao Holocausto

09:45 Jéssica Figueiredo 0 Comments



Olá pessoal, tudo bom? 
Hoje a resenha será sobre uma biografia. O livro foi cedido pela editora Universo dos Livros. Acho que muitas pessoas quando olham para esta capa se lembram do Diário de Anne Frank - eu ainda não li, eu era uma criança na época que só gostava de ler coisas de ficção, magia. Agora tenho certeza de que estou mais do que preparada para ler o diário que emocionou milhares de pessoas.


Sinopse: Como sobreviver a um campo de concentração? Estaria essa sobrevivência condicionada ao acaso do destino? Em um emocionante relato, Nanette Blitz Konig conta a história de um período em que ela e milhões de judeus foram entregues à própria sorte com a mínima chance de sobrevivência. Colega de classe de Anne Frank no colégio, Nanette teve a juventude roubada e perdeu a crença na inocência humana quando esteve diante da morte diversas vezes – situações em que fora colocada em virtude da brutalidade incompreensível dos nazistas. Hoje, aos 86 anos, Nanette vive no Brasil e expõe suas lembranças mais traumáticas aos leitores. As cenas vivenciadas por ela fizeram os mais experientes oficiais de guerra, acostumados a todos os horrores possíveis, chorarem ao tomar conhecimento. Em uma luta diária pela sobrevivência, Nanette deveria suportar o insuportável para manter-se viva. Através de um depoimento ao mesmo tempo sensível e brutal, ela questiona a capacidade de compaixão do ser humano, alertando o mundo sobre a necessidade urgente da tolerância entre os homens.
Esta biografia é sobre Nanette Blitz Konig uma holandesa que tinha uma família, um lar, amigos, sonhos. Ela tinha tudo aquilo que os alemães também tinham, porém, ela era Judia. A França era um dos principais países inimigos da Alemanha nazista, e, infelizmente, a Holanda estava no caminho. No dia 10 de Maio de 1940 Hitler invadiu a Holanda e conseguiu tomá-la em cinco dias. Era o fim dos sonhos, dos amigos, da família, da vida como ela deveria ser. Os judeus não poderiam mais ficar nos parques, não poderiam estudar em colégio cristão, não poderiam ficar sem serem identificados. Nanette teve que sair de seu colégio e ir para um colégio judaico. Foi lá que ela conheceu Anne Frank, e as duas dividiram a mesma classe.

Enquanto ia lendo a biologia de Nanette eu não conseguia imaginar como alguém poderia passar por tudo aquilo que ela passou. Chega a ser extremamente irreal as pessoas serem perseguidas por serem Judias - mas não foram somente os judeus. Os homossexuais e negros também foram perseguidos durante a época do nazismo - todas essas pessoas foram tratadas como lixo, foram humilhadas, torturadas e esquecidas. Algo que Nannete fala durante o livro é que antigamente a comunicação não acontecia de forma rápida - a tecnologia não era tão avançada como hoje em dia - o que fez com que a exterminação destas pessoas fosse feita de modo "imperceptível". Ela conta que ainda hoje existem pessoas que não acreditam no Holocausto. Mas acho que fica evidente em relatos, fotos que tudo o que aconteceu foi verdade. É possível mostrar que os homens também são capazes de fazer coisas terríveis.



Algo que aconteceu com muitos judeus nessa época era a traição. Quem era digno de confiança? Quem iria querer ir preso ou morrer por esconder um judeu? Acho que este era um dos maiores conflitos psicológicos - para aqueles que não foram parar em um campo de concentração - ficar sem saber se iria ser descoberto, se iria ser traído, se poderia dormir, tudo isto era como uma pequena ponta do inferno que estava por vir.

"Aqueles que estavam escondidos também não estavam a salvo, já que temiam ser descobertos por alguém que os denunciasse em troca de uma razoável quantia de dinheiro".
Por ser filha de um homem muito importante em um dos bancos da Holanda, a família de Nanette recebeu algum tipo de "conforto", nada muito extremo, eles foram separados dos outros judeus e ficaram junto de outros que poderiam ser importantes em algum tipo de troca durante a guerra - Eu não sabia que havia acontecido algo assim. As condições dos campos de concentração eram terríveis, a vontade de viver diminuía a cada dia. Os soldados nazistas humilhavam e torturavam os judeus como se tudo não passasse de uma brincadeira. Como poderia ser brincadeira drenar a humanidade de uma pessoa? Como os soldados nazistas puderam fazer tudo aquilo, sem hesitar? Para no final dizer em julgamento que apenas estavam seguindo ordens... 

"Conviver com a falta de higiene é algo que tira a dignidade de qualquer ser humano. Quando se é obrigado a viver em um ambiente desses, sente-se extremamente humilhado".
Algo que sempre vejo nos filmes, que retratam esta época, é que no final os judeus são libertados todo mundo fica feliz, emocionado e agradecido por estar vivo, contudo não vi nenhum filme mostrando a dificuldade que é para eles voltarem para a sociedade. Os pesadelos, as doenças - que continuam com eles por um longo tempo - os longos anos em um sanatório para recuperar o peso, a saúde. O Holocausto não terminou para as pessoas depois que elas foram libertas, ele continuou com elas a cada frágil passo que elas davam de volta para o mundo. Era uma outra realidade. Eles já não tinham mais a família, saúde, emprego, anos. Os anos foram roubados de muitas pessoas. A juventude. Nanette teve a sua adolescência roubada. Assim que o Holocausto terminou ela precisou de muito tempo para conseguir voltar para a sociedade. Ela havia saído praticamente da pré-adolescência para a vida adulta. E isto, querendo ou não, é um choque muito grande.

A Universo dos Livros está de parabéns por este livro. A diagramação, capa, tudo está muito lindo e harmonioso. As imagens dos campos de concentração, os guardas, Hitler, as cartas e imagens de Nanette faz com que você entre ainda mais nesta comovente história. O Holocausto foi algo terrível e que nunca deve ser revivido, porém, nunca esquecido.


Olha só que legal!

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