Resenhando: O Primeiro Vampiro - A Saga de Ohrí Pandur Maw

09:46 Jéssica Figueiredo 0 Comments



Olá pessoal, tudo bom?
Hoje estou resenhando o livro cedido pelo autor Ewerton Carvalho, lançado pela Editora Novo Século - Talentos da Literatura Brasileira.

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Criado pela feiticeira Baba, Ohrí, aos cinco anos, conhece poções que curam e matam. Levado por uma caravana cigana, é escravizado por um duque em seu castelo. Caindo nas graças do Conde Wladimir, ele conhece a vingança na forma mais fria. Ao ser libertado, Ohrí encontra Khoran, um velho andarilho que o leva ao último refúgio dos celtas e druidas, nos confins da Irlanda. No povoado paradisíaco, Hy Breasail, a magia e a realidade se misturam e, após várias provações, Ohrí se torna adulto e é batizado com o Alkahest, o sal da vida. Porém, a morte de um ente querido o faz partir para fugir da dor e buscar, de novo, a paz. Em vez disso, ele encontra a guerra nas Cruzadas ao lado de Ricardo Coração de Leão. Agraciado com uma dádiva enviada das estrelas, Ohrí encontra a tão procurada paz. No entanto, ela não dura muito e um chamado irrecusável o leva a uma armadilha que o faz se considerar o culpado pela tragédia. Acreditando ser detentor de alguma maldição, parte em busca de respostas.


Recebi o livro do autor há algum tempo e acredito que muitas pessoas podem ter o mesmo pensamento que o meu, de que iríamos ter a criação do primeiro vampiro já nas primeiras páginas, porém não é isso o que acontece. O autor criou uma narrativa mostrando a saga de um homem chamado Ohrí que busca a felicidade e sossego em sua vida, contudo não consegue encontrar o que tanto deseja.

Desde o seu nascimento já podemos saber de que ele irá ser acometido por algum mal, mas torcemos sempre para a sua felicidade. No decorrer das páginas nos juntamos a Ohrí em sua busca por aceitação, respostas e com isso vemos a sua personalidade sendo formada de acordo com a aventura em que ele é posto. 

Desde pequeno ele obteve aptidão para as poções, graças à sua criação pela sua ama de leite e feiticeira Baba - que havia sido obrigada pelo pai de Ohrí a criá-lo depois que a mãe morreu no parto. Após ser levado pela caravana cigana a vida de Ohrí começa a ter um rumo totalmente diferente do que se ele tivesse ficado em seu povoado. Nisso ele descobriu como o ser humano pode ser malvado, ardiloso, mas mesmo assim ele irá perceber que o ser humano pode amar. E, esse foi o sentimento mais poderoso e mais destrutivo para Ohrí.



O amor era o sentimento que ele buscava em suas andanças, porém, era o sentimento que mais o causava dor - devido à várias coisas que acontecem durante a história. Mesmo conhecendo várias poções, lutas e sendo detentor de conhecimentos secretos Ohrí sofria. E devido à sua busca para cessar com o sofrimento ele termina se transformando em um ser possuidor de ódio, que buscava as trevas e se afastava da luz. Ninguém sabia que tipo de criatura era aquela que passava a vida roubando o sangue de animais e de humanos. Ninguém sabia que toda a desconfiguração de um ser havia acontecido quando ele buscava o sentimento mais puro da humanidade, o amor, a paz.



O autor se fez valer de vários momentos históricos em sua narrativa e também nos costumes, palavras e lugares. Algumas palavras foram mantidas a escrita original e o autor disponibilizou a tradução no rodapé, o que achei legal e acrescenta pontos positivos à história. Em alguns momentos a sua narrativa se encaminhava para um teor mais rápido e com isso as personagens apresentadas somente para um determinado propósito ficavam soltas na história, assim como algumas explicações que aconteciam, mesmo fechando toda a linha de pensamento, sem deixar pontas soltas, deve ser feita com uma atenção a mais para não perder todos os detalhes, ou ter uma leitura confusa. Somos apresentados também há várias poesias feitas para a história, o que eu achei interessante e também mostra a aptidão do autor neste tipo de literatura.

O autor soube escrever um livro nada previsível, com uma história completamente nova e criativa sobre diversos assuntos - como a criação do mundo, a vida, lendas. O final me deixou com um pesar no coração por todo o desenrolar da história, e pensar que muitas vezes não possuímos o controle de nossa própria vida.

Como eu disse, O Primeiro Vampiro não é um livro que começa com as desventuras de um vampiro, mas, sim, sobre como as influências que nos cercam podem nos moldar para sermos aquilo que mais temos medo de ser quando buscamos aquilo que mais queremos.

Vocês podem entrar no site do autor http://www.oprimeirovampiro.com/ Aqui você irá encontrar várias informações sobre a obra, sobre o universo dos vampiros, e venda!

Olha só que legal!

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