Agatha Christie,

Resenhando: E Não Sobrou Nenhum

13:47 Jéssica Figueiredo 0 Comments

Olá pessoal, é com muito orgulho que hoje eu resenho o meu primeiro livro de Agatha Christie. Várias pessoas haviam me dito que ela era a rainha do crime, mas eu nunca tinha lido nenhum livro dela. Não que eu duvidasse, mas era que a oportunidade nunca chegava. A versão que eu li foi a de bolso, as páginas são amareladas e mesmo sendo esta versão o tamanho da letra é boa para leitura, tanto é que eu não me senti cansada enquanto lia.

Para aqueles que não sabem a história do livro é tomada como base de um poema infantil - que de infantil para mim não tem nada - onde existiam 10 soldadinhos e várias coisas vão acontecendo com eles e um a um vai morrendo, até não sobrar nenhum. Realmente não entendo algumas coisas que são tidas como para o público infantil, mas vamos lá hahah

Logo de início somos apresentados à ilha do soldado. Uma ilha que estava na boca do povo da mídia, todos queriam saber quem havia alugado a casa da ilha (ou comprado a ilha?). Era um grande mistério. Após isso nós somos apresentados aos personagens um por um - é narrado em terceira pessoa - cada um deles tem um motivo para estar se dirigindo para aquela ilha. Alguns tinham motivos muito claros e outros era possível perceber que estavam guardando alguma coisa. 

Todos eles haviam recebido um chamado de alguém especial, ou então de alguém que eles nunca tinham ouvido falar depois de tantos anos. Mas o motivo para cada um deles era mais do que suficiente para atender um pedido tão estranho quanto ir para a ilha do soldado. Nenhum deles tinham nada a ver um com o outro, nenhuma ligação. Assim que chegam lá eles são instruídos que os donos da casa Sr. e Sra. Owen irão chegar no dia seguinte.

Depois de um jantar animado onde os hospedes se conhecem melhor, algo termina fazendo com que tudo vire de cabeça para baixo. Uma gravação começa a tocar do nada onde é dito o crime de cada um deles. Cada uma daquelas 10 pessoas que estavam naquela casa haviam cometido um crime, direta ou indiretamente. Será que o que dizia a gravação era verdade? Tudo fica ainda mais complicado quando uma das pessoas morre de forma misteriosa depois do jantar. Tão estranho quanto era que tudo havia acontecido de uma forma bem parecida com um poema infantil - que se encontrava por escrito no quarto de todos os hóspedes:

Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move;
um engasgou, e então sobraram nove.

A partir dai nós podemos perceber que tem algo de errado com aquela ilha. E será que o poema iria se transformar em realidade com todos eles? Mas quem seria o assassino? Já que existiam somente 10 pessoas em toda a ilha.  

Confesso que enquanto lia o livro eu tentei prestar muita atenção aos detalhes, já que já haviam me dito que a escrita desta autora fazia com que você só soubesse quem era realmente o culpado quando ela mesmo falasse. Ou seja, seria impossível decifrar. E é verdade. Foi impossível para mim decifrar o que havia acontecido. Até mesmo quando ela dá a pista para nós, esfrega em nossa cara, mas nós não ligamos os pontos. Eu tive uma lógica que se provou verdadeira, mas não foi o suficiente para desvendar o assassino. Não posso falar para não dar spoiler. Nós sabemos o que irá acontecer com cada um deles, mas a astúcia dela foi tão grande que o enredo não fica cansativo, nem chato. Ela conduz você durante a leitura e faz com que você fique cada vez mais intrigado sobre quem realmente era o assassino. Virei fã de imediato.
A minha vontade agora é de ler todos os seus livros!
Um dos melhores livros que eu já li na vida, tanto pela construção dos personagens, vocabulário, astúcia, tudo hahaha

Olha só que legal!

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